“O blecaute e o próximo passo do jornalismo”

Tenho certeza de que grande parte da população brasileira esteja trocando experiências e versões do blecaute que invadiu 100 milhões de brasileiro e cerca de 800 cidades brasileiras. Quando percebi que as luzes apagaram não só aqui em casa, mas também no bairro Maracanã e Méier (proximidades do local onde moro), fiquei com uma curiosidade absurda para descobrir o que havia acontecido e, principalmente, como os veículos iriam lidar com isso. Fiz uma ‘ronda’ pelos principais sites de notícias do Brasil, assim como Twitter e Google.

Como sempre, o G1, site de notícias da Globo, foi o primeiro a noticiar o acontecimento. Em seguida, o Extra e O Globo Online. Por fim R7, da Record, também publicou nota. No Twitter, que se destaca pelas mensagens instantâneas com uma dimensão global, o blecaute foi repercutido. De 22:20, horário em que tudo ficou às escuras, até 22:30, já haviam mais de mil pessoas falando sobre #apagão, #blecaute, #luz. Sem comentar na frase que ficou famosa naquele momento, dita pelo comediante Rafinha Bastos: “O apocalipse chegou e só Madonna será salva. Só ela tem Jesus e luz.”

As luzes foram enfraquecendo aos poucos e, depois de 10 segundos, se foi. Cinco minutos depois, entro no laptop e vejo que o G1 deu estado URGENTE no site. Passando 2 a 4 minutos, fiz uma ronda pelos outros sites de notícia. Segue a ordem e aparência dos sites que visitei, na medida em que as informações foram surgindo e fluindo. Ah! Vale reparar no estilo da caixa de URGENTE que aparecem nos sites, após o da Globo.com.

G1 – GLOBO.COM

BLECAUTE ESTADUAL_1

FOLHA ONLINE

BLECAUTE ESTADUAL 2_1EXTRA ONLINE

BLECAUTE 9_1

O GLOBO ONLINE

BLECAUTE 6_1

R7

BLECAUTE 4_1

No Twitter, a cada 5 minutos eram cerca de mil e duzentas ‘twittadas’. Em 15, ou seja, às 22:35, eram mais de 11 mil. E por aí seguiu um número estrondoso de piadas, relatos ou simplesmente, pessoas procurando respostas. A imagem abaixo é de 22:25, pois foi o segundo site que visitei.

BLECAUTE TWITTER_1

Uma vez, me peguei pensando se, quando tudo ficasse às escuras e a energia acabasse, os veículos, a mídia, se daria por vencida – talvez até desistindo do propósito de informar, compartilhar e noticiar. Não, não hoje. Atualmente, todos procuram fazer parte de algo, ser integrados em um meio social, em um fórum, um site, um acontecimento. Quando algo como um apagão acontece, se pensava se isso havia acontecido só na sua rua, ou no bairro. Ontem, em 4 horas e meia, eu soube o início, o meio e o desfecho desse fato. Não pela interminável curiosidade, mas porque todo tipo de informação que eu procurava, me era entregue.

O blecaute de ontem (10), para hoje (11) põe uma questão na mesa: qual é o próximo passo que essa mídia incansável vai tomar, se ela não consegue nem fraquejar durante um minuto e 20 segundos (tempo que o G1 demorou para noticiar o acontecimento)?

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