@OCriador é contratado por agência de publicidade

O @OCriador, um dos tuiteiros mais célebres e bem-humorados do Brasil, é novo “Idearator” da Espalhe Marketing de Guerrilha, primeira agência especializada em marketing de guerrilha do país. O Benevolente, que já é super popular na rede, promete emprestar um pouco da sua sabedoria divina para o planejamento criativo da agência, desenvolvendo conceitos que transformem a mensagem dos clientes em assunto, tanto na imprensa e nas redes sociais.

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Resenha – “Modern Family” (Série)

Sentado em frente ao computador ou antenado no canal FX, da TV a cabo, minha grande dica é: você deveria assistir “Modern Family”. Com estreia em setembro de 2009 e encerramento em maio deste ano, teve 24 episódios de sucesso na crítica e, por isso, ganhou uma segunda temporada prevista para setembro.

A grande fórmula da série reside em ser simples – sem nenhum grande enredo, trama, por trás – e ser sobre três famílias ligadas na mesma árvore genealógica. Sem muitos atores conhecidos, a aposta fica no roteiro muitíssimo engraçado, uma atuação natural, e movimentação dinâmica da câmera.

De cara, é possível notar semelhanças à Seinfeld, Curb Your Enthusiasm e The Office, pela espontaneidade, agilidade dos diálogos e das piadas, além do estilo documental que possui – com depoimentos intercalando situações nos episódios.

Nos vinte e poucos minutos de duração, “Modern Family” apresenta personagens como um pai machão, uma colombiana deslumbrante, um casal gay com uma filha vietnamita adotada, além de um pai que se acha descolado demais, casado com uma esposa neurótica, entre outros.

A série, em si, prende a atenção por ser bem ágil na proposta: fazer rir com situações comuns que se tornam incomuns devido aos personagens bem orquestrados com tiradas cômicas muitíssimo engraçadas e contemporâneas. Ver, para crer.

PROMO:

Agência BG Interativa cria site interativo para o Honda CR-V com automóvel 3D



O novo Honda CR-V chegou à web com a campanha criada pela Fischer+Fala: “As tendências seguem nessa direção”. Para provar isso, a agência de marketing digital BG Interativa acaba de lançar o site totalmente interativo para o automóvel.

Ao navegar pelo site, o internauta tem a oportunidade de guiar o Honda CR-V, em 3D, virtualmente por cima de uma superfície – quase como um folder informativo sobre o lançamento.  Além de funcionar como um mini-game bem simples, é um recurso que possibilita a leitura desta revista eletrônica substituindo o mouse.

Ampliando o campo de implantação e visibilidade do site, a interação pode ser feita também com um menu de apoio ou até com acesso pelo iPhone.

“Diferenciação e sofisticação são características marcantes do CR-V e da campanha. Elas foram a inspiração para criarmos uma experiência visual e de navegação que deixasse isso claro para aqueles que querem conhecer o carro”, explica Henrique Vieira, Diretor-Geral da BG Interativa.

Thiago Campos, da área de criação da BG Interativa, e uma das mentes por trás do site, afirma que o design e a tecnologia do automóvel tem que estar em sincronia com o site – e que este deve oferecer o mesmo. “Propomos, através do site do Honda CR-V, uma interação da revista informativa com o carro. Mas não é apenas um site onde se clica em menus para se obter informações”.

Assim como as empresas estão gerando mídias que se interligam – Facebook, Orkut, Twitter, Flickr e blogs -, o cruzamento de tecnologias vem se tornando algo comum entre sites. “Buscamos agregar novas tecnologias e oferecer um leque de tipos de interação, como o carregamento rápido do 3D do carro e a oportunidade de escolher em navegar pelo mouse, automóvel virtual ou menu auxiliar”.

Resenha – “O segredo de seus olhos” (2009)

O longa argentino “O segredo de seus olhos”, do diretor Juan José Campanella, é marcante do começo ao fim. Vale a reflexão durante e após cada diálogo, citação ou atuação representada nas duas horas de filme.

A trama apresenta Benjamin Espósito (Ricardo Darín), um ex-funcionário público que se dedica a escrever um romance baseado na sua vivência durante um caso marcante, ainda quando trabalhava no Tribunal Penal de Buenos Aires. Embalado pela conexão que cria com os personagens à sua volta e o romance que cultiva pela sua chefa, Menéndez Hastings (Soledad Villamil), Espósito revive memórias e debates sobre arrependimento, a vida, e o amor.

Tudo isso nasce quando o protagonista começa a investigar o assassinato de uma jovem de 23 anos, o que desperta um contato entre o marido dela e a busca incessante pelo criminoso. Trama simples, mas que envolve pelo “contar da história” e pelo diálogo e sentimento entre os personagens.

E é através destes elementos que “O segredo de seus olhos” ganha forças para uma narrativa que pode soar estranha de início, mas te mantém preso até o último segundo, onde tudo se enlaça – dando ao telespectador aquela sensação de que ele recebeu um grande presente com um recheio de conteúdo de boa qualidade.

De início, é de se questionar a maneira como a questão do tempo é abordada, assim como as memórias. Porém, é incrível a evolução das relações de Espósito e a chefa Hastings, com o amigo de longa data Pablo Sandoval (Guillermo Francella), ou com o assassino e com a vítima do crime que marcou sua vida.

O filme, de 2009, ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro e o Prêmio Goya de Filme do Ano. O tom de “O Segredo…” vai além de qualquer premiação, das atuações, ou até da coloração amarelada dominante no longa. O destaque fica pela mensagem deixada numa frase, num frame, num olhar.

“Os olhos… falam!”

Entrevista – Reginaldo Gabriel, do Movimento Afroreggae

> Reginaldo Gabriel, 39 anos, coordenador de relações governamentais do Afroreggae à quase três anos.


Qual o valor  que a comunicação, de maneira geral, adquiriu em relação ao movimento Afroreggae?

Comunicação no Afroreggae é tudo. O grupo tem dois aportes de trabalho: um é a comunicação, que começou com o jornal de bairro em formato de ONG; e o outro, é a arte-cultura-afro brasileira.

Qual a posição do Afroreggae perante às novas mídias?

É super importante falar sobre a questão das novas mídias; operacionalizar todos os vieses de comunicação dentro de um conjunto de tecnologias. Algo que a gente vem discutindo muito é a questão do conteúdo e como acentuar o conteúdo mais valoroso, aquele que pode projetar mais discussões, as idéias, o próprio ser humano, etc. Enfim, tudo aquilo que é pertinente ao indivíduo, muito mais do que usar todo esse equipamento de tecnologia apenas como uma mídia de marketing; alguma coisa pequena que pode ser muito explorada. É muito bacana.

Qual é o sentimento quando se vê que existem meios de comunicação que não se interessam em informar, mas sim, em culpar?

É esse meio de comunicação que a gente tanto combate. Usamos nosso sistema de comunicação para mostrar o que a galera vê em lugares como no canal de tevê a cabo Multishow, no programa “Conexões Urbanas”. Fazemos isso tudo pois não queremos essa ferramenta acusatória. Os veículos de comunicação podem denunciar todas essas coisas erradas e arbitrárias, mas precisa mostrar também as muitas coisas que boas que existem nesse universo de coisas erradas e arbitrárias.

Quais são suas expectativas para o Afroreggae para os próximos anos?

Continuar crescendo, comunicando essa metodologia social, atingindo cada vez mais as camadas da sociedade, trazendo para perto de outro segmento, até economicante maior, promovendo esse diálogo.


Site oficial do movimento Afroreggae:

http://www.afroreggae.org.br/

Pessoal – “Ode à Gema Ensopada”

Já é bem comum comentar que o Rio de Janeiro é a cidade do momento, ao redor do globo, e é inegável sua beleza, seu “jeitão” e seu povo. Povo esse, carioca, que tem tido certos desgostos ultimamente. Pois é, a cidade maravilhosa anda deixando a desejar. Culpa de prefeito? Falta de atitude? Talvez sim, talvez não, mas é certo que não há um morador do Rio de Janeiro que não reclame do atual estado da cidade onde vive.

Tentarei explicar-me com certa cautela, pois não estou sendo “cariocêntrico”, deixando de lado outros lugares onde provavelmente acontece o mesmo – ou até pior. Entenda, o Rio de Janeiro teve tudo para merecer o 2016, mas tem muito para trabalhar até lá. Comecemos pela constante falta de luz em diversos bairros como Ipanema, Copacabana, Maracanã, Laranjeiras, Jardim Botânico, Zona Oeste, etc. Depois do apagão estadual, virou moda as lâmpadas falharem após 3, 5 minutos de chuva. Nas proximidades de onde moro, por exemplo, a falta de luz no mês de dezembro foram quase três vezes seguidas,  deixando idosos, doentes, crianças e outros, na mão. Essa mesma chuva veio bem forte desde o meio de 2009 até o ano atual e tem piorado cada vez mais.

O fato é que ninguém é culpado pela chuva, e também, que a Cidade Maravilhosa não sabe lidar com a chuva. Certa vez ouvi que o “Rio de Janeiro não funciona com chuva na mesma proporção que São Paulo não compreende altas temperaturas”. Claramente, palavras de um sábio qualquer. Porém, bem verdadeiras porque não há como reagirmos ao estado climático atual, que é uma montanha russa desenfreada.

Com todo burburinho ambiental, à la save the world – com direito a debate falho em Copenhague – a preocupação com o rumo desse descontrole temporal é diária. Para nós, cariocas da gema, isso se reafirma quando passamos parte do dia e tarde num sol escaldante, seja no Centro da cidade, Bangu, Méier, São Gonçalo ou Quintino, e lidamos com a chuva torrencial pela noite. Trocamos o hábito do banho de mar e enfrentamos os “caldos” das chuvas que nos deixam ensopados.

“O blecaute e o próximo passo do jornalismo”

Tenho certeza de que grande parte da população brasileira esteja trocando experiências e versões do blecaute que invadiu 100 milhões de brasileiro e cerca de 800 cidades brasileiras. Quando percebi que as luzes apagaram não só aqui em casa, mas também no bairro Maracanã e Méier (proximidades do local onde moro), fiquei com uma curiosidade absurda para descobrir o que havia acontecido e, principalmente, como os veículos iriam lidar com isso. Fiz uma ‘ronda’ pelos principais sites de notícias do Brasil, assim como Twitter e Google.

Como sempre, o G1, site de notícias da Globo, foi o primeiro a noticiar o acontecimento. Em seguida, o Extra e O Globo Online. Por fim R7, da Record, também publicou nota. No Twitter, que se destaca pelas mensagens instantâneas com uma dimensão global, o blecaute foi repercutido. De 22:20, horário em que tudo ficou às escuras, até 22:30, já haviam mais de mil pessoas falando sobre #apagão, #blecaute, #luz. Sem comentar na frase que ficou famosa naquele momento, dita pelo comediante Rafinha Bastos: “O apocalipse chegou e só Madonna será salva. Só ela tem Jesus e luz.”

As luzes foram enfraquecendo aos poucos e, depois de 10 segundos, se foi. Cinco minutos depois, entro no laptop e vejo que o G1 deu estado URGENTE no site. Passando 2 a 4 minutos, fiz uma ronda pelos outros sites de notícia. Segue a ordem e aparência dos sites que visitei, na medida em que as informações foram surgindo e fluindo. Ah! Vale reparar no estilo da caixa de URGENTE que aparecem nos sites, após o da Globo.com.

G1 – GLOBO.COM

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FOLHA ONLINE

BLECAUTE ESTADUAL 2_1EXTRA ONLINE

BLECAUTE 9_1

O GLOBO ONLINE

BLECAUTE 6_1

R7

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No Twitter, a cada 5 minutos eram cerca de mil e duzentas ‘twittadas’. Em 15, ou seja, às 22:35, eram mais de 11 mil. E por aí seguiu um número estrondoso de piadas, relatos ou simplesmente, pessoas procurando respostas. A imagem abaixo é de 22:25, pois foi o segundo site que visitei.

BLECAUTE TWITTER_1

Uma vez, me peguei pensando se, quando tudo ficasse às escuras e a energia acabasse, os veículos, a mídia, se daria por vencida – talvez até desistindo do propósito de informar, compartilhar e noticiar. Não, não hoje. Atualmente, todos procuram fazer parte de algo, ser integrados em um meio social, em um fórum, um site, um acontecimento. Quando algo como um apagão acontece, se pensava se isso havia acontecido só na sua rua, ou no bairro. Ontem, em 4 horas e meia, eu soube o início, o meio e o desfecho desse fato. Não pela interminável curiosidade, mas porque todo tipo de informação que eu procurava, me era entregue.

O blecaute de ontem (10), para hoje (11) põe uma questão na mesa: qual é o próximo passo que essa mídia incansável vai tomar, se ela não consegue nem fraquejar durante um minuto e 20 segundos (tempo que o G1 demorou para noticiar o acontecimento)?