A Web que vimos crescer

Para os jovens de 12 a 18 anos, é difícil imaginar um mundo sem a internet. É ainda mais complicado tentar pensar que, na virada de ano de 2009 para 2010, especialistas nos fizeram acreditar que haveria o chamado “bug do milênio” – que seria uma sobrecarga de informações que daria o reset em todos os computadores do mundo. Parece loucura, mas aconteceu.

A sociedade como conhecemos atualmente parece perfeita, em relação à internet. Ainda mais a rotina daquele jovem de 12 a 18 anos: depois do colégio, chegar em casa e ligar o computador para ver um vídeo no YouTube, passar fotos que tirou do celular para o computador, enquanto entra no MSN ou atualiza o Twitter e deixa um scrap para o amigo no Orkut. Coisa demais? Não, é tudo muito prático e comum para qualquer um daquela idade.

Em 2004, nasciam ferramentas que fariam história, mudariam vidas e o jeito jovem de se expressar. Orkut e Facebook surgiram neste ano e, ainda no ano seguinte, o YouTube vinha para se tornar o maior site de hospedagem de vídeos do mundo. Com o poder da web que foi eleito Barack Obama, redes sociais e programas facilitaram a comunicação entre usuários ao redor do mundo e nela circulam informações, notícias, e pessoas produzem e consomem conteúdo de todo o tipo. Atualmente, Facebook tem mais de 500 milhões de usuários, Orkut, 100 milhões e Twitter, 75 milhões em todo o mundo.

Foram por esses e outros inúmeros motivos que internautas se mobilizaram para indicar Internet ao Prêmio Nobel da Paz, no início de 2010. Passo após passo, estamos vendo o crescimento da web. Daquela que vimos crescer, e aquela que queremos ver.

INTERNET FOR PEACE

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@OCriador é contratado por agência de publicidade

O @OCriador, um dos tuiteiros mais célebres e bem-humorados do Brasil, é novo “Idearator” da Espalhe Marketing de Guerrilha, primeira agência especializada em marketing de guerrilha do país. O Benevolente, que já é super popular na rede, promete emprestar um pouco da sua sabedoria divina para o planejamento criativo da agência, desenvolvendo conceitos que transformem a mensagem dos clientes em assunto, tanto na imprensa e nas redes sociais.

Agência BG Interativa cria site interativo para o Honda CR-V com automóvel 3D



O novo Honda CR-V chegou à web com a campanha criada pela Fischer+Fala: “As tendências seguem nessa direção”. Para provar isso, a agência de marketing digital BG Interativa acaba de lançar o site totalmente interativo para o automóvel.

Ao navegar pelo site, o internauta tem a oportunidade de guiar o Honda CR-V, em 3D, virtualmente por cima de uma superfície – quase como um folder informativo sobre o lançamento.  Além de funcionar como um mini-game bem simples, é um recurso que possibilita a leitura desta revista eletrônica substituindo o mouse.

Ampliando o campo de implantação e visibilidade do site, a interação pode ser feita também com um menu de apoio ou até com acesso pelo iPhone.

“Diferenciação e sofisticação são características marcantes do CR-V e da campanha. Elas foram a inspiração para criarmos uma experiência visual e de navegação que deixasse isso claro para aqueles que querem conhecer o carro”, explica Henrique Vieira, Diretor-Geral da BG Interativa.

Thiago Campos, da área de criação da BG Interativa, e uma das mentes por trás do site, afirma que o design e a tecnologia do automóvel tem que estar em sincronia com o site – e que este deve oferecer o mesmo. “Propomos, através do site do Honda CR-V, uma interação da revista informativa com o carro. Mas não é apenas um site onde se clica em menus para se obter informações”.

Assim como as empresas estão gerando mídias que se interligam – Facebook, Orkut, Twitter, Flickr e blogs -, o cruzamento de tecnologias vem se tornando algo comum entre sites. “Buscamos agregar novas tecnologias e oferecer um leque de tipos de interação, como o carregamento rápido do 3D do carro e a oportunidade de escolher em navegar pelo mouse, automóvel virtual ou menu auxiliar”.

“Você não segue a mídia; ela te segue”

Aqui vai uma reflexão grandiosa de se fazer: você não segue a mídia; ela te segue.

follow

No despertar da chamada “Era da Comunicação”, se fazia e circulava informação de qualidade para que todos os indivíduos tivessem acesso à notícias, relato de grandes acontecimentos, etc. Porém, o esquema foi corrompido e, daí, surge a grande questão sobre o que causou isso. Eu digo que fomos nós mesmos. Sim, “o feitiço se voltou contra o feiticeiro”. Agora, não dá para colocar um limite nisso tudo pois os meios sempre vão encontrar um jeito de te levar alguma informação – seja a universidade lhe enviando SMS sobre retorno às aulas, ou alguma empresa de eletrônicos lhe oferecendo o mais novo produto da moda pelo smartphone.

Acontece que a tendência é ficar pior; encare isso. Veja, estamos agindo incoscientemente quando assistimos a um grande evento e desejamos tirar uma foto para postar no Orkut, ou talvez gravar um vídeo para colocar no YouTube. Já se tornou um reflexo vicioso, não mais uma vontade de compartilhar. O pensador frânces Guy Debord, em seu texto “A Sociedade do Espetáculo”, afirma: “a experiência em si não tem tanto valor; importa mais a prova de que ela, de fato, existiu”. Como exemplo, dois vídeos famosos no YouTube confirmam que o momento terá mais valor se for publicamente divulgado, podendo até render uma popularidade inesperada. Primeiro, temos os irmãos Harry e Charlie, que têm momentos filmados pelos pais em viagens, passando o tempo em casa ou brincando. Em um dos vídeos, Charlie – mais novo, com cerca de 3 anos de idade – morde o dedo do irmão, Harry – mais velho, cerca de 6 anos. Pelo clima descontraído e amigável que os quase dois minutos de vídeo passam, a expectativa era de que se tornasse um hit. E assim foi feito um grande sucesso da internet, assistido 117 milhões de vezes (!), o que gerou este blog (criado pelos pais dos meninos), com direito à camisas personalizadas do famoso vídeo. Outro exemplo dessa supervalorização aos momentos registrados e publicados é o vídeo do início da cerimônia de casamento de Jill Peterson e Kevin Heinz. O casal, juntos com os padrinhos e madrinhas, tiveram a idéia de fazer uma performance de entrada à igreja ao som da música “Forever”, do rapper Chris Brown. O vídeo foi assistido cerca de um milhão e oitocentas vezes por pessoas ao redor do mundo, rendendo uma paródia produzida pela produtora americana NYVideoProduction, onde atores simulam um divórcio fictício de Jill e Kevin, dançado por atores.

experiências

Contudo, só resta sabermos até quando vamos suportar este “turbilhão” de informações que chegam até nós, pedindo nossa atenção e praticamente gritando por reconhecimento. Os meios de comunicação de massa tendem a se compactar de maneira extraordinária, no momento em que pequenos dispositivos, como celulares, smartphones e palms, começam a realizar grandes ofertas como o acesso à internet, câmera 3G, conversas instantâneas, etc. A pergunta é: quem está sob controle? você ou a mídia?

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Vídeo Harrry & Charlie aqui.

Vídeo Casamento Jill & Kevin aqui.